O nome do autor é Fábio Fernandes, um Viajante Imóvel do Overmundo. Mas este post é para falar do seu Pequeno dicionário de arquétipos de massa e acho que já falei demais. Melhor deixar o Fábio falar…
O Monstro
Não fui eu. Nem conhecia essa menina. Não faço essas coisas, imagina, uma menina tão novinha, tinha o que, nove anos? Oito? Imagina, sou casado, tenho um filho quase da idade dela, pelo amor de deus, seu delegado. Doutor delegado, desculpe. Eu também sou doutor, o senhor sabe. Clínico geral. Dezesseis anos já. Mas não fui eu. Eu nunca faria uma coisa dessas, coitadinha, estuprar a menina e depois afogá-la no rio? Que barbaridade, que crueldade, quem fez isso tem que pagar, tem que sofrer muito na cadeia. Virar mulher na cela. Ou coisa pior. É, a vida é assim. Coitada da menina, tão novinha, tão bonitinha, morrer assim tão machucadinha, apertadinha, sufocada. Estrangulada e afogada, tadinha. Tão lindinha. Como eu sei que ela foi estrangulada antes? O senhor mesmo disse, não disse? Não? (Autor: Fábio Fernandes. Fonte: Pequeno dicionário de arquétipos de massa e Overmundo. Licença: Atribuição / Uso Não-Comercial / Compatilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil)

Passei aqui para desejar a você, Angela, um feliz natal e próspero 2007.
Abraço
Comentário por falabonito — 22 Dezembro 2006 @ 6:52 pm
Obrigado pela parte que me toca!
Comentário por Fábio Fernandes — 22 Maio 2007 @ 10:17 am