Por falar em poesia e por ter falado antes em Camões, segue um aperitivo de Os Lusíadas, uma obra-prima da literatura universal. Os Lusíadas é uma epopéia, narrando as aventuras de Vasco da Gama e outros heróis portugueses, atores das grandes navegações. Abaixo, apenas um pequeno trecho do Canto 10 — o Wikisource é um bom lugar para ler o texto completo de Os Lusíadas, mas você também pode obtê-lo no Projeto Gutenberg (HTML ou texto puro) ou na Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa (HTML ou PDF).
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Assi foram cortando o mar sereno,
Com vento sempre manso e nunca irado,
Até que houveram vista do terreno
Em que naceram, sempre desejado.
Entraram pela foz do Tejo ameno,
E à sua pátria e Rei temido e amado
O prémio e glória dão por que mandou,
E com títulos novos se ilustrou.
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Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
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E não sei por que influxo de Destino
Não tem um ledo orgulho e geral gosto,
Que os ânimos levanta de contino
A ter pera trabalhos ledo o rosto.
Por isso vós, ó Rei, que por divino
Conselho estais no régio sólio posto,
Olhai que sois (e vede as outras gentes)
Senhor só de vassalos excelentes.

creio que esse contexto deveria ser mais completo
para auxiliar em trabalhos escolares.
Comment por clara — 17 Agosto 2007 @ 4:10 pm
Tanto querem dizer que acabaram por nao dizer nada!
Que contexto é que está aqui?!
Comment por nuno — 10 Outubro 2007 @ 1:19 pm
isro deveria estrar mais completo ok!!!
Não prestou pra nda esta peskisa tua………..
=2
Comment por mah — 26 Julho 2009 @ 11:12 pm